Em CPI, seguradoras negam omissão após desastre com voo da Chapecoense

A CPI do Senado que investiga o acidente aéreo da Chapecoense recebeu nesta terça-feira (4) representantes de seguradoras para falar sobre o atraso no pagamento das indenizações aos familiares das vítimas.

O presidente da AON Brasil, Marcelo Homburger, disse que não poderia dar informações porque o processo está concentrado na sede da empresa, fora do Brasil. “Nós não temos acesso e nem podemos avaliar isso dentro do ocntexto que temos uma limitação de informação, já que não participamos do processo.”

Já o presidente da Tokio Marine Seguradora, José Adalberto Ferrara, disse que as leis que regem o mercado de seguros no Brasil impedem que a empresa pague os familiares das vítimas.

“Uma vez que esta apólice não foi emitida pela Tokio Marine, não é possível que a gente assuma a responsabilidade pelo pagamento desta indenização.”

O avião que levava a delegação da Chapecoense e profissionais da imprensa caiu ao se aproximar do Aeroporto de Rio Negro, na Colômbia, em novembro de 2016 e  71 pessoas morreram.

As seguradoras estão sendo processadas pelo Ministério Público Federal, que quer o pagamento de US$ 300 milhões para as indenizações.

*Com informações do repórter Vitor Brown